sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Jéssica, tua data é querida!



“Amigo eu nunca vou desistir de você, e pela tua vida eu vou interceder. Mesmo que eu esteja LONGE ,meu amor vai te encontrar porque você, é impossível de esquecer!”


Tudo bem, eu sei...essa frase é minha; muito minha! Parece ter sido escrita por você e Cati, só pra mim.
Porém, de tão grande e bela, não pode ser particularizada, como eu tento fazer. Ela precisa ser o hino de todas as amizades.
Não pense, Pê, que me esqueci de ti quando o calendário sinalizava os 27 dias do mês de setembro. Lembrei-me a todo instante, mas quis adiar minha homenagem.
Meu desejo era lhe presentear com pouco mais de 20 espécies de flores; todas distintas, todas simbolizando o perfume e a beleza que é a tua existência.
A data, muito embora lembre o momento em que Deus entregou ao mundo uma pequena joia, que é você, é apenas um detalhe. Nós celebramos a alegria de lhe ter por perto, seja mais moça, seja mais mulher, todos os dias...
Fazemos isso por meio de um abraço, de uma música, de uma prece, de muitas gargalhadas e dos próprios olhares silenciosos.
Não era preciso dizer “parabéns” no dia do teu aniversário, para comemorar a tamanha felicidade de saber que tua história caminha para a longevidade. Não, isso não é o mais importante e nem significa que aquilo que tu já 'escreveu', seja breve. Sua história, embora escrita em poucos anos de existência, já tem raízes gingantes em muitos corações.
Já fez sorrir muitos sorrisos, e encantar muitos olhares.
Minha prece e meu presente, para você, transcende o que é material. Desejo que tu consigas caminhar e construir teu futuro a partir do amor recebido e da fé alimentada diariamente.
Sabes, e sabes muito bem, que Deus te confiou inúmeros talentos. Grite-os, escancare-os por todos os territórios em que colocardes os pés. Jamais permita que o medo ou que os homens silenciem tua doce voz (voz de Tiê), nem a canção tocada... Toque a canção e toque a vida, sempre do jeito certo, sempre sorrindo e amando a graça de ter dons magníficos.
Desejo-lhe muita saúde, e vida em abundância. Que Deus lhe dê sabedoria e que tu obtenhas êxito em todas as coisas que escolher fazer.
Felicidades, pequena margarida! Seu dia é também o dia de quem te gosta!
Se o tempo lhe soma mais um dia, reverencio, com ele, a alegria de lhe ter por perto para, juntas, celebrarmos grandes vitórias.

Parabéns pra você, nesta data mais do que querida!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Digamos apenas a pequena palavra...



"E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais.
Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação. Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito. E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?

Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil. Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus. A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo."


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Tinha suspirado...


"... tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!

Ergueu-se de um salto, passou rapidamente um roupão, veio levantar os transparentes da janela... Que linda manhã! Era um daqueles dias do fim de agosto em que o estio faz uma pausa; há prematuramente, no calor e na luz, uma certa tranqüilidade outonal; o sol cai largo, resplandecente, mas pousa de leve; o ar não tem o embaciado canicular, e o azul muito alto reluz com uma nitidez lavada; respira-se mais livremente; e já se não vê na gente que passa o abatimento mole da calma enfraquecedora. Veio-lhe uma alegria: sentia-se ligeira, tinha dormido a noite de um sono são, contínuo, e todas as agitações, as impaciências dos dias passados pareciam ter-se dissipado naquele repouso. Foi-se ver ao espelho" 


Eça de Queiroz

A meu amor, minha fidelidade.


"De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
 
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."


(O Soneto de Fidelidade,
De Vinicius)

quarta-feira, 5 de setembro de 2012